domingo, 31 de agosto de 2008

Música e Dança

A música criada pelos afro-brasileiros é uma mistura de influências de toda a África subsaariana com elementos da música portuguesa e, em menor grau, ameríndia, que produziu uma grande variedade de estilos.
A música popular brasileira é fortemente influenciada pelos ritmos africanos. As expressões de música afro-brasileira mais conhecidas são o samba, maracatu, ijexá, coco, jongo, carimbó, lambada e o maxixe.
Como aconteceu em toda parte do continente americano onde houve escravos africanos, a música feita pelos afro-descendentes foi inicialmente desprezada e mantida na marginalidade, até que ganhou notoriedade no início do século XX e se tornou a mais popular nos dias atuais.


Instrumentos afro-brasileiros:

Afoxé;
Agogô;
Atabaque;
Berimbau;
Tambor;
Xequerê;

Capoeira
Capoeira é uma arte marcial criada por escravos negros no Brasil durante o período colonial. Conta-se que os escravos diziam aos senhores que era apenas uma dança e, então, o treino era permitido. Assim, a capoeira é sempre praticada com instrumentos de percussão, música cantada, dança e, em algumas versões, acrobacias.
A capoeira é marcada por movimentos que enganam o oponente, geralmente feitos no solo ou completamente invertidos.
Recentemente, a capoeira tem sido bastante popularizada, sendo até o tema de vários jogos de computador e filmes. Frequentemente é mencionada na música popular brasileira.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

CULINÁRIA: Um legado da Mãe África

Culinária da melhor qualidade!

A cozinha brasileira deriva em grande parte da cozinha africana, mesclada com elementos da cozinha indígena e portuguesa.
A culinária baiana é a que mais demonstra a influência africana nos seus pratos típicos como vatapá e moqueca.
A feijoada é considerado o prato nacional do Brasil. É basicamente a mistura de feijões pretos e carne de porco. Começou, certamente, quando escravos negros tentaram reproduzir pratos típicos da culinária portuguesa da região do Porto que misturavam feijão branco com carne de porco. Os escravos negros modificaram a receita, pois só tinham acesso a feijões pretos, partes rejeitadas do porco que eram salgadas (pés, rabos, orelhas) e carne-seca. A feijoada é acompanhada pela farofa, prato a base de farinha de mandioca, com origem indígena.

Confira abaixo alguns pratos típicos e receitas para você aprender a ter sua cozinha africana em casa!

ABARÁ: Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feijão-fradinho temperada com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dendê, algumas vezes com camarão seco, inteiro ou moído e misturado à massa, que é embrulhada em folha de bananeira e cozida em água. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Iansã, Obá e Ibeji).

ACAÇÁ: Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de milho macerado em água fria e depois moído, cozido e envolvido, ainda morno, em folhas verdes de bananeira. (Acompanha o vatapá ou caruru. Preparado com leite de coco e açúcar, é chamada acaçá de leite.) [No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxalá, Nanã, Ibeji, Iêmanja e Exu.]

ABRAZÔ: Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de farinha de milho ou de mandioca, apimentado, frito em azeite-de-dendê.

RECEITAS!

- vatapá.
- caruru.








sexta-feira, 22 de agosto de 2008

200 anos da chegada da Família Real ao Brasil

Você sabia que o Brasil já foi casa de um monarca europeu? Foi há 200 anos, quando Dom João e a Família Real portuguesa saíram de Portugal e vieram para o nosso país. E quem era Dom João? Ele era o príncipe-regente e comandante do Reino Unido de Portugal e Algarves, do qual o fazia parte. Príncipe? Mas quem comanda não é o rei? Calma, a gente explica melhor. É que o rei de Portugal Dom Pedro III (pai de Dom João) morreu e a rainha Maria I enlouqueceu e não podia mais governar; então, o príncipe-regente, Dom João comandava o reino. E aquela história de monarca morando no Brasil, como foi? Assim: Em 1808, a Família Real saiu de Lisboa, capital de Portugal, e veio morar no Rio de Janeiro, que na época passou a ser a capital do Brasil e de todo o reino também. Só pra lembrar, há dois séculos atrás, o Rio era bem diferente do que é hoje. Mesmo as casas mais luxuosas do Brasil pareciam barracos perto dos castelos onde a Família Real estava acostumada a viver. A chegada de Dom João causou o maior rebuliço na pacata cidade do Rio!

Mu
danças no País

Com a chegada da Família Real, o Brasil passou a ser o centro do poder. Dessa maneira o País ganhou mais importância. Por exemplo, antes o Brasil só podia comprar e vender produtos para Portugal. Mas com a corte portuguesa instalada no Brasil, Dom João decidiu abrir os portos às Nações Amigas. Tudo bem que "Nações Amigas" significava apenas um país: a Inglaterra. Mas já era um avanço no comércio! Porém, nem todos ficaram felizes com a chegada da Família Real. Para poder abrigar as mais de 15 mil pessoas da corte, várias pessoas tiveram que sair das suas casas. Alguns historiadores dizem também que a Família Real implantou no Brasil a cultura e os costumes da Europa. Isso teria atrapalhado na criação de uma cultura própria do brasileiro. Outros estudiosos, porém, defendem que as mudanças foram muito importantes para o crescimento do Brasil e mais tarde para a independência do nosso país. O historiador americano Roderick J. Barmam diz que a vinda da Família Real para cá ajudou a manter o Brasil unido. De acordo com ele, a presença de Dom João VI centralizava o poder, ou seja, o Brasil tinha apenas um governante. O pesquisador disse que se a Família Real não tivesse vindo para o Brasil, hoje o nosso país estaria dividido em três: República do Brasil, formada pelos estados do Sudeste e Centro-oeste; República do Equador, formada pelos estados do Nordeste; e República do Norte, formada pelos estados da região Norte.



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Confira acima, uma rápida explicação de tudo que aconteceu após a chegada da Corte ao BRASIL.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Discriminação Racial: Uma realidade que precisa ser apagada.

Negros nos E.U.A, bebiam água em bebedouros distintos dos brancos.
Discriminar significa "fazer uma distinção". Esse ato, vem crescendo cada vez mais no Brasil, com o RACISMO. A discriminação racial, é uma situação bastante constante no país, onde alguns brancos acham ser melhores e superiores a negros, somente por causa de sua cor. Um exemplo, é a realidade que mostram os indicadores sociais do país, que não cansam de apontar que negros e pardos ganham menores salários e têm maior dificuldade para conseguir empregos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa mostrando que a população de cor de pele declaradamente preta e parda tem menos escolaridade e um rendimento médio equivalente à metade do que é recebido pela população que se declara branca. A conclusão é resultado de um levantamento realizado nas seis principais regiões metropolitanas do país. Entre os trabalhadores por conta própria, a média de rendimentos de pretos e pardos é de R$ 533,28, contra R$ 1.046,16 para os brancos. Quase o dobro, portanto.




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Confira este vídeo sobre o racismo. Música: Lavagem Cerebral - Gabriel, O Pensador.